‘Relatório do senador Renan Calheiros é uma alucinação’, diz Flávio Bolsonaro

15/10/2021

Emedebista, que estuda pedir o indiciamento dos filhos do presidente Jair Bolsonaro por disseminação de fake news sobre a pandemia, vai indicar pelo menos 11 crimes que teriam sido cometidos pelo mandatário do país

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) afirmou, nesta sexta-feira, 15, que o relatório da CPI da Covid-19, de autoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL), é “uma alucinação, não se sustenta e é um desrespeito com as quase 600 mil vítimas da Covid que esperavam algo de útil” da comissão. A afirmação consta em nota divulgada pela assessoria de imprensa do parlamentar, suplente do colegiado instalado para apurar as ações e omissões do governo do presidente Jair Bolsonaro no combate à pandemia do novo coronavírus. Como a Jovem Pan mostrou, o relatório pedirá o indiciamento do chefe do Executivo federal por 11 crimes. São eles: epidemia com resultado de morte; infração a medidas sanitárias; emprego irregular de verba pública; incitação ao crime; falsificação de documentos particulares; charlatanismo; prevaricação; genocídio de indígenas; crimes contra a humanidade; crime de responsabilidade; e homicídio comissivo por omissão.

Além disso, o senador Renan Calheiros estuda pedir o indiciamento de Flávio Bolsonaro e seus dois irmãos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), pela disseminação de notícias falsas sobre a pandemia de coronavírus. Eduardo e Flávio, por exemplo, fizeram publicações, em abril de 2020, citando um estudo feito pela Prevent Senior sobre o uso de medicamentos do “kit-Covid”. A operadora de saúde entrou na mira da CPI em razão de um dossiê enviado por 12 médicos e ex-médicos que trabalharam na empresa. No documento, ao qual a Jovem Pan teve acesso, os profissionais de saúde acusam a companhia de adulterar atestados de óbitos, utilizar medicamentos comprovadamente ineficazes para o tratamento da doença, além de obrigar funcionários a trabalharem infectados. A Prevent nega as irregularidades.

“As acusações contra mim e contra o governo não têm base jurídica e sequer fazem sentido. É preciso lembrar que todas as vacinas aplicadas no País, sem exceção, foram compradas pelo governo Bolsonaro. E que, apesar da CPI insistir no rótulo de negacionista, foi o governo Bolsonaro que aplicou mais de 254 milhões de doses de vacina, distribuiu 300 milhões de doses aos Estados e que por conta desse esforço alcançou 65% da população adulta totalmente imunizada, até o momento”, acrescenta a nota divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro. “Se não fosse Bolsonaro, que por meio do auxílio emergencial, transferiu R$ 335,6 bilhões e atendeu 68 milhões de brasileiros, o País teria se transformado num caos”, finaliza o filho Zero Um.

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