Bolsonaro defende gestão ambiental brasileira e promete reduzir emissões até 2030

22/04/2021

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), discursou nesta quinta-feira, 22, na Cúpula de Líderes sobre o Clima. Em participação por videoconferência, o presidente defendeu o Brasil dos ataques que o seu governo tem sofrido de diversos líderes mundiais, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o presidente da França, Emmanuel Macron, a respeito da gestão ambiental. Ele afirmou que o Brasil, como o detentor da maior biodiversidade do planeta e potência agro-ambiental, está na vanguarda do enfrentamento ao aquecimento global. Ele ressaltou que não se pode esquecer que a maior causa desse problema é a queima de combustíveis fósseis desenfreada ao longo dos últimos dois séculos. “O Brasil participou com menos de 1% das emissões históricas de gases de efeito estufa, mesmo sendo uma das maiores economias do mundo”, defendeu Bolsonaro. Segundo o presidente, atualmente o Brasil responde por menos de 3% das emissões globais anuais e conta com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

“Somos pioneiros na difusão de biocombustíveis renováveis, como etanol, fundamentais para a despoluição de nossos centros urbanos. No campo promovemos uma revolução verde a partir da ciência e inovação. Produzimos mais, utilizando menos recursos, o que faz da nossa agricultura uma das mais sustentáveis do planeta”, afirmou. Como resultado dessas medidas, Bolsonaro disse que, nos últimos 15 anos, o Brasil evitou a emissão de mais de 7,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera. O presidente afirmou que determinou que a neutralidade climática brasileira seja alcançada até 2050, antecipando em 10 anos a sinalização anterior. “Somos um dos poucos países em desenvolvimento a adotar, e reafirmar, uma NDC transversal e abrangente, com metas absolutas de redução de emissões inclusive para 2025, de 37%, e de 40% até 2030”, apontou. Bolsonaro também destacou o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030. Ele ainda defendeu a “justa remuneração” pelos serviços ambientais prestados pelos biomas brasileiros ao planeta “como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação”. No final do seu pronunciamento, o chefe do Executivo disse estar aberto à cooperação internacional.

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